VÍDEO – “Tomaremos todas as medidas cabíveis”, diz Lula sobre tarifaço de Trump

Atualizado em 3 de abril de 2025 às 13:23
Lula durante o evento “Brasil Dando a Volta por Cima”. Foto: reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quinta-feira (3), que o Brasil “respeita todos os países, do mais pobre ao mais rico, mas que exige reciprocidade” em resposta às novas tarifas anunciadas por Donald Trump, presidente dos Estados Unidos. Durante o evento “Brasil Dando a Volta por Cima”, organizado pelo governo federal, o petista declarou que o protecionismo “não cabe mais no mundo moderno” e que o país tomará todas as medidas necessárias para defender seus interesses comerciais.

Na quarta-feira (2), Trump anunciou a imposição de uma taxa de 10% sobre produtos brasileiros, como parte de seu plano de suposta “reciprocidade tarifária”. A medida afeta diretamente as exportações do Brasil, que já enfrentavam tarifas de 25% sobre aço e alumínio desde 12 de março.

Lula ressaltou que a reação brasileira seguirá as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC) e a Lei da Reciprocidade, aprovada pelo Congresso Nacional no mesmo dia do anúncio de Trump. “[O Brasil] não bate continência para nenhuma outra bandeira que não seja a bandeira verde e amarela”, afirmou o presidente, em referência ao seu antecessor, Jair Bolsonaro (PL), que fez o gesto vexatório.

O discurso do petista reforçou sua defesa pelo comércio multilateral, em contraste com as políticas protecionistas de Trump. Dias antes do anúncio das tarifas, durante visita ao Vietnã, o presidente brasileiro havia dito estar disposto a negociar com os EUA para evitar medidas que prejudiquem as relações bilaterais.

No entanto, a postura de Trump tem sido de endurecimento. Em evento na Casa Branca, chamado por ele de “Dia da Libertação”, o republicano apresentou uma lista de 25 países que terão aumentos tarifários, incluindo China (34%) e União Europeia (20%).

“Estamos sendo muito gentis, somos pessoas muito gentis. Nós vamos cobrar aproximadamente metade daquilo que eles nos cobram. As tarifas não serão completamente recíprocas”, declarou Trump, justificando as alíquotas menores para nações como Brasil, Chile e Austrália.

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