
A SPTrans, empresa responsável pela gestão do transporte público em São Paulo, enviou uma carta à concessionária Movebuss recomendando a suspensão imediata de qualquer relação comercial com a empresa Patrícia Soriano Transportes 293 Eireli.
A medida foi tomada após a revelação de suspeitas de repasses financeiros a parentes de integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), grupo criminoso que atua dentro e fora dos presídios brasileiros.
Segundo informações da prefeitura, Patrícia Soriano é irmã do traficante Roberto Soriano, conhecido como Beto Tiriça, um dos principais chefes do PCC, e viúva de Edmilson de Menezes, o Grilo, outro líder da facção, morto em 2023.
A denúncia surgiu a partir da Operação Mafiusi, da Polícia Federal, deflagrada no Paraná em 2024, que investiga as conexões entre o PCC e a máfia italiana ’Ndrangheta, considerada a mais poderosa da Europa.

De acordo com a delação premiada do empresário Marco José de Oliveira, Patrícia Soriano teria recebido R$ 227.918,38 da Movebuss entre 2020 e 2022. Os valores foram repassados de forma fracionada, com até seis depósitos mensais, segundo documentos obtidos pela Polícia Federal.
“A movimentação chama atenção pela frequência e pelo fracionamento dos depósitos, o que pode indicar tentativa de ocultação de origem”, afirma trecho do relatório da PF divulgado pelo jornal ‘O Estado de S. Paulo’.
A Polícia Federal também apontou que Patrícia omitiu os valores em suas declarações de renda e que o padrão de vida da família não condiz com os rendimentos informados ao Fisco. Em nota oficial divulgada nesta sexta-feira (4), a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) afirmou que a recomendação de suspensão foi baseada em denúncias da imprensa e nas investigações da Operação Mafiusi.
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