
Eduardo Pimentel (PSD) e Cristina Graeml (PMB) vão disputar o segundo turno das eleições municipais em Curitiba (PR). Com 100% das urnas apuradas, o atual vice-prefeito obteve 33,51% dos votos válidos.
Em uma surpreendente ascensão, a jornalista do partido nanico alcançou 31,17%. Graeml se destacou nas últimas semanas de campanha ao se apresentar como a única candidata de direita na capital, disputando diretamente o voto bolsonarista com Pimentel, que conta com um vice do PL e é o candidato oficialmente apoiado por Jair Bolsonaro.
Na véspera da votação, Graeml, de 54 anos, divulgou um vídeo ao lado de Bolsonaro, em que o ex-presidente declara seu apoio à candidatura da jornalista.
Cristina era estrela da Gazeta do Povo, uma espécie de Jovem Pan, mas mais à direita. Assim como Bolsonaro, defendeu o uso da cloroquina e se posicionou contra as vacinas durante a pandemia de Covid-19.
Apesar de estar filiada a um partido que leva “Mulher” no nome, o plano de governo de Cristina Graeml sequer menciona essa palavra. São 65 páginas de propostas elaboradas por um grupo de voluntários, em que, em vez de falar sobre direitos das mulheres, ela reforça uma agenda que ameaça conquistas feministas, como a legalidade do aborto nos casos previstos por lei.
Graeml defende o “Direito à Vida Desde a Concepção”, o que, na prática, significa que ela deseja retroceder na garantia do aborto legal, ignorando a realidade de milhares de mulheres que recorrem ao procedimento por situações extremas de violência ou risco de vida.
Cristina utiliza suas redes sociais para disseminar fake news, atacando não só a ciência, mas também movimentos LGBTQIA+ e todos aqueles que ela considera parte da “extrema esquerda”. Ela participou das manifestações de 7 de setembro em São Paulo, exigindo o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, repetindo o discurso autoritário de Bolsonaro contra o STF. Seus apoiadores, inclusive, replicam desinformação em grupos de WhatsApp, utilizando narrativas bizarras como a infame “mamadeira de piroca”, em uma tentativa de manipular o debate público e inflamar eleitores com mentiras.
Graeml ataca a pauta dos direitos reprodutivos com a ideia de tornar qualquer tipo de aborto ilegal, propondo políticas que colocam em risco a saúde e a autonomia das mulheres. Ela alega que fetos com 22 semanas têm grandes chances de sobrevivência em caso de parto induzido, distorcendo informações médicas e tentando equiparar a interrupção de gravidez a homicídio. Essa postura radicaliza o debate sobre o aborto, ignorando os direitos e a segurança das mulheres.
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