
A nova pesquisa Genial/Quaest mostra que Lula (PT) entra em qualquer cenário de segundo turno com um piso de 42% das intenções de voto. O número se repete independentemente do adversário: Bolsonaro, Michelle, Tarcísio, Zema ou até nomes com pouca projeção nacional, como Pablo Marçal e Ronaldo Caiado. Isso indica um eleitorado consolidado com o ex-presidente, o que lhe garante uma posição de força para 2026.
Os adversários de Lula também partem de um patamar relativamente firme. Mesmo os menos conhecidos oscilam entre 30% e 35%. Jair Bolsonaro, com 40%, é o único que aparece em empate técnico com Lula, com 44%. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro tem 38%. Outros nomes da direita, como Tarcísio de Freitas, Ratinho Júnior, Eduardo Bolsonaro e Romeu Zema, variam entre 31% e 37%.
A leitura do gráfico da Quaest é clara: o cenário está cristalizado. Lula tem uma base sólida, e qualquer candidato de oposição também conta com um piso competitivo. Com isso, sobra pouco espaço para grandes viradas. O grupo de indecisos e eleitores que declaram voto branco ou nulo gira entre 13% e 22% — é esse o espaço real em disputa.
Na prática, as campanhas de 2026 devem se concentrar em pouco mais de 20% do eleitorado. A polarização se mantém, e o desafio será conquistar esse eleitor flutuante sem perder o núcleo duro de apoiadores. A pesquisa revela que não se trata de uma eleição inteiramente aberta, mas de uma disputa por uma faixa limitada e decisiva da população.
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