
Alvo do “tarifaço” do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o Brasil será taxado em 10%, patamar mínimo definido pelo governo americano. O presidente Lula não é aliado do republicano, mas o país ficou entre os que menos sofreram com as novas medidas.
Segundo a jornalista Camila Bomfim no g1, representantes do Itamaraty e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio participaram de negociações com o governo americano. O Brasil usou o etanol para garantir uma taxação mais baixa.
O governo brasileiro sabia que produtores americanos de etanol têm forte influência sobre a Casa Branca, já que o setor tem peso político decisivo nas eleições, e temia que pudesse ser alvo de uma tarifa mais agressiva, mas apontou que o combustível já havia sido taxado em fevereiro.
O açúcar, que tem uma tarifa extremamente vantajosa para os americanos, também foi usado como argumento nas negociações com os Estados Unidos, que têm um superávit de mais de US$ 410 bilhões (R$ 2,3 trilhões) com o Brasil.

Por isso, os produtos brasileiros ficaram entre os menos taxados. A Argentina, governada por Javier Milei, aliado de Trump, foi alvo de tarifas no mesmo patamar. O fator decisivo para evitar maiores sanções foi a negociação entre as nações.
O próprio ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, participou de reuniões com um representante comercial dos Estados Unidos, Jameson Greer.
No total, 25 países foram incluídos na tabela do “tarifaço”. Rússia, Belarus, Cuba e Coreia do Norte, no entanto, ficaram fora da lista, assim como Canadá e México, que foram penalizados com taxas de até 25% anteriormente.
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