
A Procuradoria-Geral da República (PGR) expressou seu apoio à apuração de possíveis ameaças proferidas pelo deputado bolsonarista Zé Trovão (PL-SP) contra o presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT). A manifestação da PGR ocorreu após Zeca Dirceu, líder do PT na Câmara, protocolar uma representação junto ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Em um vídeo de julho deste ano, Zé Trovão criticou uma declaração de Lula sobre a fome no país, acusando-o de defender presos. O deputado afirmou que o petista e todos os que o acompanham deveriam permanecer na prisão ou serem mortos.
“Ô Lula, seu bandido, seu ladrão. Bandido bom é bandido na cadeia ou no caixão. Você tem que passar o resto da sua vida preso. Não só você, você e todos que te acompanham, porque bandido, bandido bom é na cadeia ou é morto”, disse Zé Trovão na ocasião.
A PGR ressaltou a necessidade de investigar mais detalhadamente os contornos dos eventos descritos, solicitando a realização de diligências pela Polícia Federal. O órgão recomendou que seja tomado o depoimento de Zé Trovão e a preservação de todas as postagens e mensagens mencionadas por Zeca Dirceu, com a elaboração de laudo pericial.
Além disso, Ana Borges Santos, subprocuradora-geral da República, requisitou o levantamento do número de visualizações e compartilhamentos da postagem do deputado, bem como o teor da fala original de Lula que teria sido distorcida por Zé Trovão.
“Localiza-se nas falas do deputado a referência ao presidente da República diversas vezes como ‘bandido’, seguido pelos dizeres de que lugar de bandido é ‘no caixão’ ou ‘morto’. Trata-se de evidente ameaça, incitação e apologia à morte do Chefe do Executivo”, argumentou Dirceu na época. No X, antigo Twitter, ele ainda escreveu que “não há mais espaço para ameaças ao presidente Lula”.
A boa política é feita com críticas, constrovérsias e também com diálogo. Não há mais espaço para ameaças ao presidente @LulaOficial . Temos que dar um basta!https://t.co/ConRbMgPVu
— Zeca Dirceu (@zeca_dirceu) July 26, 2023