O escabroso caso do DMAE (não resolvido) com uma loja do véio da Havan. Por Moisés Mendes

Atualizado em 2 de abril de 2025 às 20:46
Luciano Hang sorrindo, de camiseta verde, apontando para si mesmo e olhando para a câmera
O empresário Luciano Hang, conhecido como “véio da Havan” – Divulgação

Vamos relembrar um caso escabroso, do qual ninguém mais fala. O DMAE (Departamento de Municipal de Águas e Esgoto), que não tem dinheiro para consertar o sistema de defesa contra cheias de Porto Alegre, estava repassando R$ 1,7 milhão, em 2022, para uma loja do véio da Havan na zona norte da cidade.

A estranha operação foi contida por liminar do Tribunal de Contas do Estado, em junho daquele ano. Mas a prefeitura recorreu e ainda tenta liberar a dinheirama, que seria repassada a título de mitigação de danos ambientais no entorno da área onde a loja foi construída.

É algo inédito. A prefeitura pagaria para mitigar danos que não existiriam se a loja não existisse. Por isso o TCE decidiu intervir.

O caso foi parar no Ministério Público, mas não é notícia para a grande e nem para a pequena imprensa. Ninguém fala nada, só o vereador Pedro Ruas. Mas deve ser lembrado de novo agora, quando a cidade está às escuras e sem água depois de um temporal.

Por que ninguém toca no assunto? Têm medo do quê? Por que o DMAE é protegido pela imprensa, mesmo com a investigação de ex-dirigentes acusados de cobrança de propina de prestadores de serviço?

TCE e Ministério Público conseguirão evitar que a loja do véio da Havan fique com R$ 1,7 milhão do município para, segundo o DMAE, plantar árvores? Os moradores de Porto Alegre, sem luz e sem água, vão doar R$ 1,7 milhão para a loja do véio bolsonarista?

O que o véio da Havan tem que os moradores da Lomba do Pinheiro, desprezados pela prefeitura, não têm? O véio da Havan continua tão poderoso? Parece que continua.

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