
Militares da reserva fizeram uma vaquinha para ajudar a pagar as dívidas do tenente-coronel mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, e sua mulher, Gabriela Cid. Segundo a campanha, ele deve cerca de R$ 600 mil e “já vendeu quase tudo o que possuía”. A informação é da coluna de Guilherme Amado no Metrópoles.
O ex-auxiliar de Bolsonaro está em prisão domiciliar e fez uma delação que implica o ex-presidente na Justiça. A campanha para ajudar a pagar suas dívidas circula em grupos de militares no WhatsApp, pede “misericórdia” aos “irmãos de farda” e cita as chaves Pix de Cid e de Gabriela.
O texto para pedir dinheiro é assinado pela União Nacional dos Militares da Reserva e Reformados das Forças Armadas e Auxiliares do Brasil. Segundo a campanha, os R$ 600 mil em dívidas incluem despesas com advogados e medicamentos. O texto ainda cita o “martírio” de Cid” e diz que ele “sempre honrou a farda”.

O ex-ajudante de ordens de Bolsonaro ficou preso entre maio e setembro de 2023 por suspeita de ter fraudado dados de vacinação de Covid-19. Ele foi solto após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), homologar sua delação firmada com a Polícia Federal.
Atualmente, ele está em prisão domiciliar, usa tornozeleira eletrônica e está afastado de seu cargo no Exército, mas segue recebendo salário de R$ 27 mil mensais.
A PF investiga os crimes narrados na delação de Cid, que acusa Bolsonaro de planejar golpe militar com a ajuda de comandantes das Forças Armadas. Ele também afirmou que o ex-presidente foi o responsável por ordenar as fraudes em cartões de vacinação e que o governo tinha um “gabinete do ódio” para atacar adversários políticos com fake news.