A Folha acabou de jogar a pá de cal no movimento “Direitos Já”.
Uma matéria informa que o movimento aderiu à campanha #UseAmarelo pela Democracia, lançada pelo próprio jornal.
A ideia é o resgate da cor amarela como símbolo da democracia.
“Por isso, as vitrines das edições dominicais trarão uma faixa dessa cor com os dizeres #UseAmarelo pela Democracia, e o slogan da Folha desde 1961, UM JORNAL A SERVIÇO DO BRASIL, passa temporariamente para UM JORNAL A SERVIÇO DA DEMOCRACIA até as próximas eleições presidenciais”, diz o Painel.
Vamos até 2022 com esse fascista, então. Contando, claro, que estaremos vivos até lá.
A grande ironia é que a cor escolhida dessa maneira tão nobre — o marketing da casa já viveu dias melhores — foi citada num editorial no mês passado de maneira derrogatória.
“Sob o beneplácito do presidente da República, a cor da moda em nichos da veneração bolsonarista é o amarelo-golpista”, diz o texto.
“Combinada ao verde-ódio, a onda retrô patrocina aglomerações em plena epidemia mortal, emprega violência e incita à ruptura do regime democrático”.
O tom não quer dizer absolutamente nada.
Yellow, para todos os efeitos, é sinônimo covarde em inglês.
Azul, preto, vermelho, cor de burro quando foge — o que importa é que uma vez golpista, como a Folha, sempre golpista.