TSE avalia cassação de chapa de Bolsonaro após ver conexões entre disparos em massa e milícia digital

O TSE vê conexões entre disparos em massa de WhatsApp durante a campanha de 2018 e a milícia digital ligada ao governo federal. Porém, ainda consideram pouco provável a cassação da chapa de Jair Bolsonaro e Hamilton Mourão, apesar da avaliação.
Em setembro, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, compartilhou provas que investigavam ataques coordenados contra integrantes do Supremo e financiamento de ações contra as instituições. Após o fim do dos atos antidemocráticos, em julho, uma nova investigação se iniciou, a das milícias digitais.
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Investigação e cassação de chapa de Bolsonaro
A investigação do TSE foi iniciada após ser noticiada a existência de um esquema de apoiadores de Bolsonaro, com uso fraudulento de nome e CPF de idosos para registrar chips de celular e garantir disparos em massa. Com informações da Folha.
Caso comprovados pela Justiça Eleitoral, esses atos relatados nas reportagens poderiam configurar abuso de poder econômico e uso indevido de meio de comunicação social, que podem levar à cassação da chapa e inelegibilidade de Bolsonaro e Mourão.
Na percepção de integrantes da corte, não seria difícil demonstrar abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação, dois elementos necessários para uma decisão a favor da cassação da chapa. Mas isso não basta, pois seria preciso demonstrar que houve conduta de tal maneira grave que pode ter interferido no resultado.
Sendo assim, a possibilidade de cassação da chapa é considerada baixa. Além disso, na visão de integrantes da corte, não há condições políticas para uma decisão como essa.