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Pra variar, acordou tarde: Estadão diz que Brasil é refém do descaso de Bolsonaro

Bolsonaro

O velho matutino que vem na contramão da história desde que apoiou o golpe de 64, é responsável direto por tirar a extrema-direita do esgoto e jogar na frente do prédio da Fiesp, na avenida Paulista.

Conspirou contra Dilma até conseguir o golpe, associou-se com Temer, promoveu a Lava Jato na perseguição a Lula, normalizou Bolsonaro e agora se passa de virgem arrependida. Uma indecência.

O verdadeiro descaso não é de Bolsonaro. Dele não se podia esperar nada. O descaso está num veículo de comunicação como o Estadão se fazer de besta desse jeito. Chega a ser digno de pena.

Leia trechos do Editorial infame

A Nação está refém do inconcebível descaso de Jair Bolsonaro pela vida e pela saúde pública, quando, como ocorre em qualquer país normal, deveria ser bem liderada por seu presidente no curso da mais letal emergência sanitária que se abateu sobre o Brasil desde 1918.

Nesta hora grave, a postura insultuosa de Bolsonaro diante das aflições dos brasileiros deve ser vista como uma traição ao juramento por ele prestado sobre a Constituição ao tomar posse como presidente da República. Aquele que deveria ser o líder de todos os esforços nacionais para acabar com um flagelo que há dez longos meses exaure o espírito de milhões de seus compatriotas, ao contrário, é o primeiro de uma penca de sabotadores desses esforços. E com indisfarçável satisfação.

O País chega a 2021 perto da marca de 195 mil mortos pela covid-19. Jamais tantos brasileiros morreram em tão pouco tempo devido a uma só causa. Angustiada, a Nação assiste ao início da campanha de vacinação contra o novo coronavírus em cerca de 50 países, alguns dos quais em condições econômicas mais adversas que as do Brasil, sem saber quando e como será vacinada. É como se aos que aqui vivem não bastassem as provações já impostas pela pandemia, agregando-se um presidente mequetrefe ao longo rol de infortúnios.

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