Mario Frias detona quem o critica por desperdiçar dinheiro público

O secretário especial de Cultura do governo Bolsonaro, Mario Frias (PL), afirmou que quem o critica por ter gastado R$ 78 mil dos cofres públicos na viagem aos Estados Unidos está “procurando cabelo em ovo”. Em dezembro de 2021, ele e seu secretário-adjunto, Hélio Ferraz de Oliveira, estiveram em Nova Iorque para se reunir com o lutador de jiu-jitsu brasileiro Renzo Gracie.
Além de detonar quem quer explicações, Frias justificou que a viagem foi supervisionada pelos órgãos de controle do governo. A informação é do UOL. Ele falou que “não tem como decidir se uma viagem custa tanto ou não custa tanto”, além de ser “óbvio” que ele buscou “gastar o menos possível”. “Estamos fazendo um trabalho que está saneando R$ 13 bilhões e tem gente querendo focar numa viagem internacional que foi buscar acordo bilateral para o Brasil. Eu não tenho nada a dizer, ficam procurando cabelo em ovo”, afirmou.
A verdade é que Mario Frias está sendo investigado pelos gastos na viagem. Ele é alvo do Ministério Público do Tribunal de Contas da União. O passeio em Nova Iorque durou cinco dias e ele e Hélio Ferraz gastaram R$ 39 mil cada um.
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Segundo Frias, viagem supostamente serviu para discutir “projeto cultural”
A secretaria de Cultura diz que a viagem de Mario Frias e Hélio Ferraz teve o objetivo de discutir “um projeto cultural envolvendo produção audiovisual, cultura e esporte”, com Renzo Gracie, um lutador brasileiro.
Muito criticado pelos gastos excessivos, o secretário do governo Bolsonaro fez uma live, em fevereiro, para se explicar e afirmou que o intuito era trazer para o Brasil o “método da Broadway”.