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Indígena acusada de bruxaria e torturada é resgatada

Indígena teve parte do cabelo cortado e foi mantida em cárcere privado com a filha
Indígena teve parte do cabelo cortado e foi mantida em cárcere privado com a filha – Reprodução/Redes sociais

Uma indígena que foi ameaçada de ser queimada viva por um suposto capitão armado, foi resgatada neste sábado (5) da Aldeia Campestre, em Antônio João, cidade distante 303 quilômetros de Campo Grande. A informação é do Mídiamax, veículo local.

A mulher estava em cárcere privado e teve parte do cabelo cortado. Os ataques contra a indígena, que é acusada de praticar ‘feitiçaria’ e ‘bruxaria’, já estavam sendo acompanhados pela OKA (Observatório Kuñangue Aty Guasu Grande Assembleia das Mulheres Kaiowá e Guarani).

Membros da organização estiveram na aldeia Campestre e conseguiram retirar Dona Joana, como é conhecida a rezadeira de 55 anos. Nas imagens, o suposto capitão, identificado por moradores como Vicente, aparece gritando com a indígena, que é obrigada a sentar-se no chão. Em seguida, ele pega uma tesoura e começa a cortar o cabelo dela.

No último sábado (5), foram publicadas denúncias de intolerância religiosa praticada em sete cidades de Mato Grosso do Sul. De acordo com informações da Kunangue Aty Guasu, a vítima estava sendo mantida em cárcere privado em um quarto na aldeia Campestre, cumprindo “castigo” imposto pelo capitão juntamente com uma das filhas menor de idade, ela e a filha ficavam sem comida durante o dia inteiro.

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Indígena acusada de bruxaria iria ser queimada viva

“Segundo levantamentos do nosso observatório, Joana seria queimada em frente à escola na comunidade”, diz um trecho da nota divulgada nesta segunda-feira (7) pela Kuñangue Aty Guasu, e ressalta ainda que a vítima e as filhas, todas menor de idade, se encontram em local sigiloso, sob proteção jurídica da organização.

Por conta dessas graves denúncias de violações de direitos humanos, o NUPIIR (Núcleo Institucional de Promoção e Defesa dos Povos Indígenas e da Igualdade Racial e Étnica), encaminhou ofício à Delegacia da Polícia Federal de Ponta Porã, pedindo a abertura de Inquérito. Nesse documento também foi solicitada a proteção da vítima.

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