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EUA confirmam boicote aos Jogos de Inverno em Pequim, e China ameaça retaliação

Joe Biden e Xi Jinping
Joe Biden e Xi Jinping.
POOL NEW (REUTERS)

O governo Biden confirmou, nesta segunda-feira (6), que nenhum funcionário do governo dos EUA comparecerá às Olimpíadas de Inverno de Pequim em 2022. O país vinha avaliando há meses um boicote diplomático aos Jogos.

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O Conselho de Segurança Nacional do país, que vinha discutindo em particular o boicote, não quis comentar.

O presidente americano Joe Biden disse a repórteres no mês passado que estava avaliando um boicote diplomático. Legisladores democratas e republicanos defendiam um em protesto contra os abusos dos direitos humanos na China.

Não se espera um boicote total, o que significa que os atletas dos EUA ainda terão permissão para competir. A última vez que os EUA boicotaram totalmente as Olimpíadas foi em 1980, quando o ex-presidente Jimmy Carter estava no cargo.

A resposta da China

Em resposta às notícias, Pequim advertiu que tomará “providências resolutas” contra o governo Biden.

“Os EUA deveriam parar de politizar os esportes e exagerar no chamado ‘boicote diplomático’ para não afetar o diálogo e a cooperação China-EUA em áreas importantes”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian, em entrevista coletiva nesta segunda-feira (6).

Zhao chamou o boicote de “uma mancha no espírito olímpico” e uma ação “sensacionalista e politicamente manipuladora” dos políticos dos EUA.

A cúpula virtual do mês passado entre Joe Biden e o presidente chinês Xi Jinping – vista como uma das conversas diplomáticas mais críticas da presidência de Biden – não rendeu avanços significativos. No entanto, serviu como um reinício auspicioso para as relações entre as duas nações após a deterioração acentuada durante o último ano do governo Trump.

Com informações da CNN.

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