
O programa de governo de Guilherme Boulos (PSOL) prevê a criação da Agência Municipal de Crédito para apoiar o empreendedorismo. O candidato a prefeito de São Paulo já teve uma conversa com o ministro da Fazenda Fernando Haddad sobre o tema, para pensar formas de implementação.
A idéia é parceria entre a Prefeitura e instituições como o SEBRAE e o BNDES. Além disso, há o CEU Profissões. “Nós vamos fazer o CEU 2.0, a partir dos 15 anos, para formar jovens para o mercado de trabalho. O CEU Profissões vai custar R$ 1,2 bilhão. Nós vamos fazer o wi-fi livre ali, vai ter estúdio de audiovisual, ilhas de edição, curso de Economia digital, robótica, inteligência artificial, designer e programação”, disse ao SPTV, da Globo.
“Serão cursos de serviços onde falta mão de obra qualificada hoje na cidade, como moda, turismo, gastronomia, para o jovem da periferia ter a mesma oportunidade que o jovem que tem dinheiro na cidade. Isso é papel da prefeitura. Tem gente que gosta quando o jovem vai para um caminho errado pra droga, pro crime, para apontar o dedo. Eu prefiro estender a mão antes e dar uma oportunidade com formação profissional, educação, cultura e esporte. É isso que eu vou fazer como prefeito”.
Boulos também propõe a criação do projeto Acredita, Mulher, semelhante ao Acredita no Primeiro Passo, lançado pelo governo federal, que vai oferecer crédito com taxas de juros diferenciadas para empreendedores. A iniciativa é voltada especificamente para “donas de salão de beleza, salgadeiras, boleiras” e donas de outros pequenos negócios na capital paulista.
Em entrevista à CBN do Ceará, Lula também abordou o tema. “Eu tenho dito no PT que a base originária que o criou nos anos 80 é bem menor hoje do que era”, afirmou.
“Houve uma mudança substancial no mundo do trabalho e nós precisamos adequar o nosso discurso ao mundo do trabalho que não é só carteira profissional assinada. É o cara que quer trabalhar em home office, é o cara que quer ser um pequeno empreendedor, que quer ter um pequeno negócio. Todo ser humano sonha trabalhar por conta própria porque ninguém quer ter chefe”.