
Foto: Vitor Campanato / Agência Brasil
O delegado Bruno Calandrini, responsável pela investigação sobre o caso de corrupção envolvendo pastores no Ministério da Educação, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a prisão de integrantes da cúpula da Polícia Federal por interferência no caso do ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro. A informação é do jornalista Rodrigo Rangel, colunista do Metrópoles.
O pedido está com a ministra Cármen Lúcia, encarregada do inquérito sobre corrupção no MEC. Calandrini alega que houve interferência do alto comando da corporação nas apurações sobre o caso.
Essa é a primeira vez, na história recente, que um delegado pede a prisão da cúpula da PF, ou seja, dos próprios chefes.
Após a prisão de Milton Ribeiro, Calandrini disse, em mensagem enviada a um grupo de policiais, que seus superiores estariam dificultando o andamento da investigação.
Segundo escreveu o delgado, ele não tinha “autonomia investigativa para conduzir o inquérito deste caso com independência e segurança institucional” e que houve “decisão superior” para que Milton Ribeiro, na ocasião da deflagração da operação, não fosse transferido de São Paulo para Brasília.
Calandrini apontou, com base em telefonemas interceptados com autorização judicial, indícios de que o presidente Jair Bolsonaro (PL) teria avisado Milton Ribeiro sobre o risco iminente de deflagração de uma operação. A partir disso, o Ministério Público Federal pediu que o caso, que estava na primeira instância da Justiça Federal em Brasília, fosse remetido ao STF. Desde então, o inquérito está com a ministra Cármen Lúcia.
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