
Uma das estrelas da Copa do Catar, Luka Modric, teve seu nome envolvido após a Copa da Rússia em uma polêmica ligada a um cantor croata conhecido por suas posições neofascistas.
O atleta convidou Marko Perkovic para juntar-se aos jogadores de sua seleção no palco da comemoração do vice-campeonato.
Juntos, participaram dos festejos juntamente com meio milhão de croatas que saíram às ruas de Zagreb.
Marko Perkovic “Thompson”, apelido agregado ao nome em razão da arma por ele utilizada durante a Guerra de Independência da Croácia, ocorrida entre 1991 e 1995 tem em seu repertório músicas que falam sobre um campo de extermínio na Eslavônia, situado na Croácia oriental, onde centenas de milhares de sérvios, judeus, ciganos e oponentes do regime nazista-croata foram assassinados durante a Segunda Guerra Mundial.
“O rio Neretva carrega os sérvios para o Adriático azul”, diz a canção, que elogia Ante Pavelic, um líder do regime nazista-croata Ustasha.
No início de suas apresentações, Thompson reproduzia gritos de guerra Ustaše, palavra que designa uma pessoa que participa de um ustanak (levante) que tinha como objetivo estabelecer uma Croácia pura do ponto de vista racista – assim sendo, pessoas de origem sérvia e bósnia eram seu principal alvo.
Suas apresentações foram proibidas em alguns países europeus e até mesmo na Croácia foi tentada a imposição de censura.
Na festa de 2018, as canções mais xenófobas e racistas foram entoadas pelo público que tomou as ruas.
O convite ao artista partiu de Modric e de outros jogadores. O astro do futebol croata, entretanto, discorda que o cantor seja um extremista, fato negado pelo próprio cantor: “Sou um patriota, não um fascista”, diz ele.
Abaixo um dos vídeos de Perkovic com os jogadores da Croácia, em 2018. O cantor aparece de terno azul-marinho, com um celular na mão:
— VIDRAÇA TAMBÉM É GENTE, GENTE… (@VidrsGente) December 13, 2022