
O governo de Donald Trump, nos EUA, acompanha de perto o julgamento de Jair Bolsonaro no STF (Supremo Tribunal Federal) por golpismo e considera impor sanções contra ministros da Corte e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, conforme informações do colunista Jamil Chade, do UOL.
Segundo aliados do presidente americano, essas medidas seriam uma forma de pressionar o Judiciário brasileiro e interferir nos rumos políticos do país. Caso sejam implementadas, violariam princípios básicos do direito internacional e da soberania nacional.
Integrantes da Casa Branca enxergam a eleição de 2026 no Brasil como estratégica para os interesses de Trump na América Latina e para o avanço do movimento ultraconservador global.
A intenção não seria livrar Bolsonaro de uma possível condenação, mas atacar a credibilidade da Justiça brasileira e enfraquecer a legitimidade do processo eleitoral – a narrativa seria construída com base em uma suposta perseguição política, ignorando provas e o devido processo legal.
Entre as medidas cogitadas estão a inclusão de ministros como Alexandre de Moraes em listas que impediriam sua entrada nos Estados Unidos, além do bloqueio de bens ligados aos envolvidos no processo contra o ex-presidente. Também são estudadas sanções a instituições financeiras que mantenham relações com essas pessoas, forçando bancos internacionais a optar entre manter os vínculos ou perder acesso ao mercado americano.

Para justificar a ofensiva, o governo Trump pretende usar o argumento de que há censura no Brasil. O STF seria acusado de controlar as redes sociais para reprimir liberdades, transformando decisões judiciais em supostos ataques à liberdade de expressão.
No mês passado, o Departamento de Estado já havia emitido um comunicado criticando o país, o que acendeu um alerta em Brasília. Especialistas, no entanto, apontam que essas ameaças não têm respaldo legal e configuram ingerência indevida.
Julgamento de Bolsonaro continua nesta quarta-feira (26)
O julgamento de Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado continua nesta quarta-feira (26). A Primeira Turma do STF decidirá se o ex-presidente e outros sete aliados se tornarão réus.
A sessão, marcada para as 9h30, será a terceira dedicada à análise da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O relator Alexandre de Moraes abrirá os trabalhos com a leitura de seu voto.
O acesso ao plenário seguirá restrito a autoridades cadastradas e às defesas dos acusados. Os denunciados são acusados de organização criminosa armada, tentativa de golpe, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, dano qualificado, grave ameaça ao patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.
Conheça as redes sociais do DCM:
⚪️Facebook: https://www.facebook.com/diariodocentrodomundo
🟣Threads: https://www.threads.net/@dcm_on_line