VÍDEO – Vice de Nunes sugere levar crianças para a Cracolândia

Atualizado em 5 de setembro de 2024 às 14:27
Coronel Mello Araújo (PL), vice na chapa de Ricardo Nunes (MDB). Foto: reprodução

Indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para ser o candidato a vice-prefeito de São Paulo na chapa de Ricardo Nunes (MDB), o coronel Mello Araújo (PL) propôs levar crianças para a Cracolândia, no Centro da capital, como forma de prevenção contra a dependência química.

“Imagina a gente levar a criança das escolas, com ônibus, com a guarda, para passar num entorno e ver o que é uma pessoa que depende da droga, o que ela vira?”, declarou o coronel da Polícia Militar durante uma sabatina realizada na Record News.

Ainda na entrevista, o candidato também defendeu a internação compulsória de dependentes químicos. “Se você tem um filho e ele está lá, largado, abandonado e sem condições de discernir, a família presente assina um termo e ele está sendo internado, compulsoriamente, com autorização da família. Mas nós temos os casos em que não há mais família, e essa pessoa está largada lá [nas ruas]. Ela não tem discernimento. Eu entendo que deveria, sim, ser internado”, disse.

Além disso, o bolsonarista criticou a resistência da Justiça quanto à internação compulsória, destacando que o método atual é baseado no convencimento dos dependentes. “O Judiciário é uma barreira. O caminho que está sendo feito, tanto é que está dando resultado, é no convencimento. Mas e aqueles que não conseguem se convencer?”, questionou.

Veja a sabatina na íntegra: 

Durante a entrevista, o Mello Araújo também reforçou sua proximidade com Bolsonaro, destacando que foi por meio dele que entrou na campanha de Nunes.

“Eu estou aqui porque o presidente Bolsonaro me colocou para junto com Ricardo Nunes fazer São Paulo muito melhor”, afirmou. Ele ainda criticou outros candidatos que, segundo ele, distorcem informações para enganar a população. “De forma infelizmente não muito leal, fazem cortes, fazem modificações, jogam história na imprensa e infelizmente deixam a população em dúvida”, declarou, em referência à onda de apoio de bolsonaristas a Pablo Marçal (PRTB).

O ex-comandante da Rota também se defendeu das críticas relacionadas a uma declaração polêmica feita em 2017, quando afirmou que a abordagem policial nos Jardins deveria ser diferente da periferia. Adversários exploraram essa fala, apontando para uma possível discriminação no tratamento dado a diferentes regiões da cidade.

“O tratamento é padrão, não existe diferenciação. Às vezes, você vai numa comunidade, você vai usar as gírias que o pessoal costuma usar, para quê? Para facilitar o que você quer. O que você quer? Que a pessoa levante a mão para você fazer a revista pessoal. A imprensa, infelizmente, acabou deturpando e colocou de uma forma diferente. A má imprensa, né? Mas o tratamento é padrão, não existe diferenciação”, esclareceu.

Sobre sua relação com Nunes, ele mencionou que nem sempre concorda com o prefeito, mas que isso é positivo, pois promove diálogos e consensos.

“Eu não concordo com o Nunes em tudo, mas isso é bom, porque existe o contraponto. Isso é importante”, disse ele. O candidato ainda garantiu que será um vice-prefeito atuante, e não alguém que ficará inativo no governo. “Eu tenho certeza que a dupla vai dar certo. Vocês vão ver um vice atuante. Não vou ser um vice que não vai fazer nada não”, finalizou Araújo.

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